Promotor
Associação Zé dos Bois
Breve Introdução
Heroína
Banda de aparição fulgurante, Heroína carrega no nome um sentido de bravura, perfeitamente alinhado com as intenções mais viscerais e as promessas por cumprir em torno do quadrado voz-guitarra-baixo-bateria. Captado e misturado por Kellzo e masterizado por Carlos Nascimento, este primeiro álbum do quarteto sediado em Lisboa, consegue a proeza de traduzir de forma igualmente fiel e sublimada a essência de tudo aquilo que tem sido entregue em palco nesta (ainda) breve existência conjunta. Com passado e, fundamentalmente, um presente que açambarca o hardcore, o rock mais estrepitoso, a desconstrução do cânone e a canção mais sincera, os quatro meliantes benévolos de Heroína evocam essas outras andanças não como mera súmula das mesmas mas como uma outra música consumada por instinto, saber e teimosia. Crença nas fundações mais basilares e honestas do rock como psicoativo para encontrar a beleza no grotesco, a transcendência no estrilho, a vida que palpita naquele estertor irascível do mundano. São, se quisermos alinhar por uma espécie de cartografia e contínuo histórico, aquilo que de mais próximo alguma vez encarnou neste país o espírito desviante da Skin Graft – U.S. Maple, Melt Banana ou Arab on Radar – em 11 petardos (regra geral) bem breves, atirados sem pejo e com todo o abandono sob a forma de canções intensamente vividas=alucinadas nos riffs sinuosos da guitarra expansiva de Martim, no pulso esquivo do baixo de Abras, nos blast beats e balanço da bateria de Vasco e no clamor a céu aberto da voz e da lírica prosaica de Jarda, o primeiro e último dos românticos do noise rock do burgo. Do minuto inicial de fúria intempestiva de ‘Corre’, ao pára-arranca memorável de ‘Escarro’, passando pelos sopros trôpegos de ‘Lavanda’, o cambaleio de ‘Heroína’, a vertigem electrificada sobre o abismo de ‘Vigilante’ até ao headbaging final com ‘Amigo Padre’, ‘Heroína’ trata de acertar passo aos dias de hoje, como quem pega fogo aos alicerces estóicos do passado, para se atirar com fé ao vazio que daí resta, para uma outra vida.
~
Iguanas
Iguanas é o duo de Leonardo Bindilatti e Lourenço Crespo – amigos da vida inteira e co-fundadores da Cafetra Records. Depois de crescerem juntos entre bandas, salas de ensaio e quartos improvisados como estúdios, decidiram em 2010 largar o formato rock tradicional e experimentar outras maneiras de fazer música.
Nas Olaias, em Lisboa, criaram um pequeno laboratório doméstico onde tudo acontecia rápido: batidas no computador, teclas, vozes e guitarras registadas num velho Fostex de quatro pistas. Foi nesse quarto que, em 2013, os Iguanas ganharam forma.
~
Prado
Prado surge de uma vontade coletiva de exteriorizar a raiva gerada pelo desenrolar do presente e pelas feridas do passado. Através de guitarras irrequietas, ritmos retumbantes e vozes rasgadas, partilham as suas vivências, traumas e esperanças. Entre explosões agressivas e passagens introspectivas e catárticas, o quinteto procura criar um espaço onde se possa falar abertamente sobre sistemas de opressão e violência.
Abertura de Portas
21:30
Preços