Promotor
Associação Zé dos Bois
Breve Introdução
GABRIELE MITELLI “THREE TSURU ORIGAMI” & RODRIGO AMADO
O trio de Gabriele Mitelli tem uma missão clara: distanciar-se dos clichés e trilhar caminhos menos convencionais. A música é uma viagem ao âmago da improvisação, onde o jazz volta a ser uma aposta — uma prática ousada em que a tomada de riscos é fundamental para o progresso. Os companheiros de banda de Mitelli são dois grandes músicos ingleses, para quem o ruído e a rebeldia são um modo de vida: o baixista John Edwards e o baterista Mark Sanders. Os três são experimentadores incansáveis, que já tocaram em várias formações com nomes como Evan Parker, Roscoe Mitchell, Sunny Murray, Peter Brötzmann, Louis Moholo-Moholo e Wadada Leo Smith: colaborações que falam de coragem e liberdade, integridade e compromisso. Para este concerto, o trio convida Rodrigo Amado naquilo que será uma estreia absoluta. Será a primeira vez que Amado toca com qualquer um destes músicos. Preparem-se: há aqui um mundo inteiro por descobrir.
GABRIEL VALTCHEV / MARIJA KOVACEVIC / PAULA SÁNCHEZ
Gabriel Valtchev, percussionista, baterista e improvisador, desenvolve a sua identidade artística nos domínios da música contemporânea, da música tradicional dos Balcãs e da música improvisada/alternativa. A sua abordagem afasta-o das restrições estéticas para se mergulhar no acidental, no sensorial e na confusão, seja ela física ou emocional.
A violinista Marija Kovacevic, nascida na Sérvia e radicada em Nova Iorque, dedica-se à música clássica, experimental e improvisada. O seu projeto «Music for Broken Violins» é uma exploração de texturas sonoras com violinos partidos, arcos e os seus fragmentos. Marija desenvolveu um vocabulário peculiar que inclui arrastar cordas, tocar nas fracturas, passar o arco por corpos partidos, enrolar fios de crina soltos e fazer ranger as cravelhas. Nas suas actuações, há uma estrutura minimalista e ritualística nos seus estudos desprovidos de adornos, à medida que cada instrumento é abordado em procissão, com silêncio entre cada desvio visceral das normas técnicas aceites.
Situado na intersecção entre a música experimental, a improvisação livre e a arte performativa, o trabalho de Paula Sánchez centra-se na composição/descomposição de um espaço sonoro mutável. Com um perfil marcadamente interdisciplinar, descobriu a sua vocação como intérprete e compositora nos domínios do teatro e da arte performativa. Destaca-se pelo uso de técnicas avançadas e formas não convencionais de tocar, trabalhando com materiais como plástico, vidro e elementos da natureza, combinados com a voz e a eletrónica. A sua arte é a presença pura de um som corpóreo que inventa as suas relações à medida que se funde no vazio.
Abertura de Portas
21:00
Preços